Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

You're my person



Todos temos "aquele" amigo ou amiga, aquela pessoa que está sempre lá para o que der e vier. E eu, ultimamente, tenho percebido cada vez mais quem é a minha!

Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Porque com um vestido preto nunca me comprometo

Eva Langoria com um modelo de Zac Posen nos Globos de Ouro

E este é absolutamente fantástico!

E esta, hein?


Então não é que a criança da Luciana Abreu e do Yannick se chama Vitória?! Desta é que me surpreenderam, estava eu aqui à espera de uma mistura bombastica do nome dos pais e sai-me uma Vitória!
(Mas já que resoveram pôr um nome minimamente normal à criança, um bocadinho mais de gosto não lhes ficava nada mal!)

Missão Complicada



Às vezes gostava de conseguir saltar da cama e começar o meu dia mais cedo.

Perfect


Ai que aqui é que eu estava mesmo mesmo mesmo bem!

Domingo, 16 de Janeiro de 2011

Trocas e baldrocas

Mas quem foi a triste alminha que se lembrou de trocar o zodíaco todo? Era o que mais faltava! Nasci Touro e hei-de morrer Touro! Já para não dizer que não tenho absolutamente nada a ver com as caracteristicas dos Carneiros! Tenho dito!

Quinta-feira, 15 de Julho de 2010




Terça-feira, 15 de Junho de 2010


Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Elevador Novo


Não sei quantos meses depois, o elevador do prédio, que estava em modernização, está pronto! Finalmente! Hoje de manhã, "viajei" pela primeira vez no dito cujo e achei que está bastante engraçadinho... forrado a madeira, um espelho de alto a baixo (dá sempre jeito uma ultima olhadela ao espelho antes de sair de casa), um ecrã digital com o andar em que estamos e... música de fundo! Tem um contra: ficou mais pequeno graças a um corrimão que lhe puseram e à porta de correr. Mas pormenores à parte, qual não é o meu espanto quando, enquanto esperava pelo elevador para subir, oiço a conversa do vizinho do 2º andar com o do 14º... o Sr F. comentava com o Sr. C (que tinha escolhido a ópera como música de fundo) que essa mesma ópera parecia tirada de um funeral e que ia pedir para pôrem o "I Got a Feeling"! Haja paciência!

Terça-feira, 8 de Junho de 2010

Estarei a ficar paranoica?


O G. pergunta-me várias vezes como é que eu consigo viver com o meu relógio. Diz que quando está ao pé de mim está constantemente a ouvir o tic tac do meu querido swatch e que isso lhe faz confusão. Para ser sincera, eu nem o tiro para dormir e nunca o oiço, passa completamente despercebido. Mas hoje, estava eu muito distraída pelo mundo da Blogosfera quando, de repente, começo a ouvir um tic tac, tic tac, tic tac vindo do meu pulso! Será que até o meu próprio relógio me está a tentar fazer ver que o tempo que me sobra até amanhã às 9h da manhã não é suficiente para fazer tudo o que tenho a fazer?

Segunda-feira, 7 de Junho de 2010

Nem é preciso dizer mais nada



Pois é, parece que voltei!


Sexta-feira tirei a noite para ir ver o Sex and The City 2. Deu para rir imenso, deu para matar saudades (e que saudades!) da Carrie, da Samantha, da Charlotte e da Miranda, deu para morrer de inveja do closet e dos sapatinhos da Carrie, mas também deu para ficar ainda com mais saudades das quatro meninas que tanta companhia me fizeram em noites no sofá. Quero maaaais temporadas do Sex and The City :(

Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Posso gritar no fim?

Nicole Kidman
Daqui a exactamente trinta minutos vou pôr o meu cabelo nas mãos da minha cabeleireira... e seja o que Deus quiser!

Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Que rica vida...

Brooke Shields

E será normal só me apetecer ver séries quando tenho tanta (e quando digo "tanta" é mesmo muita) coisa para fazer?

Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Ai os meus Guylian

Cameron Diaz e Ashton Kutcher


Será possível uma mulher estar um bocado em casa sem se encher de doces e todas as bombas calóricas que encontra?

Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Olhem que bonito!

Fergie

Alguem já sofreu de um quisto pilonidal? Nêm sonham a sorte que têm em não saber o que isso é.

Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Uma noite agradável

Depois de me encontrar oficialmente de "pseudo-férias", lá vou eu feliz e contente para uma girl's night com as meninas de sempre, na discoteca do costume. Depois de uns quantos minutos ao frio (e que frio, brrrr) na fila para entrar, mas uns bons quinze minutos na fila para o bengaleiro, e de quase não me conseguir mexer na pista, aproximam-se as 6h da manhã e alguém diz "bem, vamos lá embora". Pois bem, foi só uma hora e dez minutos na fila do bengaleiro para ir buscar os casacos. Muitos empurrões, muitas cotoveladas, muitos apertos, muita gente a queixar-se e, finalmente, consegui sair de lá. Pior que isto, só mesmo acordar cheia de dores de garganta hoje.


By the way, é sempre bom ter um amigo que de vez em quando trabalha naquela discoteca e me oferece bebidas sem precisar de estar horas à espera. Não é que eu goste muito de fazer destas coisas, mas às vezes dá jeitinho.

Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Para quem se arranjam as mulheres?

Sarah Jessica Parker
Umas dizem que se arranjam para os homens, para que estes reparem nelas. Outras dizem que se arranjam para elas próprias, para se sentirem bem consigo. E ainda há as que dizem que se arranjam para as outras mulheres, para não se sentirem inferiores às outras, para estarem mais bem arranjadas que a vizinha do lado, para estarem ao nível das amigas com quem vão sair, para se destacarem no meio das outras... é verdade que uma mulher, quando veste uma peça de roupa, pensa sempre no que os homens vão pensar, mas também pensa no que as amigas (ou outras mulheres) vão pensar daquela roupa. Qualquer mulher repara sempre no vestido, na cor, nos sapatos, no corte de cabelo, no estilo de outra (ainda para mais se não gostar muito dessa "outra"), chegando a tornarem-se competitivas com o objectivo de ficarem mais atraentes. Quantas mulheres não compram um vestido para uma festa a pensar "tenho que estar mais bonita que ela"? Mas afinal, para quem se arranjam as mulheres?



Eu cá, no sábado, vou arranjar-me para que ele veja o que perdeu.

Há por aí alguma interessada numa daquelas dores de barriga que só o mundo feminino conhece?

Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Christian Louboutin II

E já agora, porque não esta perfeição para combinar com os meus futuros sapatos? Não é pedir muito, eu mereço. Ou secalhar não.

JPP


A minha prima, acabada de chegar de uma bomba de gasolina, diz:

L: hoje vi o João Pedro Pais!

C: viste a pressão dos pneus?

Christian Louboutin


Que ninguém se atreva a dizer que estes lindos Louboutins não ficavam a matar, com um grande laçarote, debaixo da minha árvore de Natal.

está um calorzinho agradavel

Kristin Davis e Evan Handler

Chegou o Inverno. Está um frio de rachar. Não tenho cá as minhas luvas. Não posso vestir os meus vestidos com este frio. Ando em casa enrolada na minha mantinha cor-de-rosa (linda de morrer, diga-se de passagem). Quero levar a manta para a rua. Saí da cama às 11h. Não consegui resistir a dormir um bocadinho mais do que devia. Não dá vontade de sair de casa com este frio. Mas por outro lado, antes frio que chuva (e dizem por aí que ela volta já amanhã). E este post não tem sentido nenhum, mas o meu cerebro congelou. Tenho dito.

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Há que ver o lado positivo da chuva


E acabou de cair uma grande chuvada e como eu não tenho nada para fazer (era tão bom se fosse verdade), resolvi agarrar num copo de Coca-Cola Zero e plantar-me na janela da cozinha a ver a chuva a cair lá fora. E não é que o vizinho do prédio em frente (sim, aquele morenaço de cabelo encaracolado e um sorriso de levar qualquer uma à lua) teve a mesma brilhante idéia que eu. E lá estive eu pendurada na janela durante uns minutos (até o copo de Coca-Cola chegar ao fim e eu me lembrar que tenho uns quantos livros e folhas amontoadas à minha espera) a observar as coisas que a Mãe Natureza faz. E não, não estou a falar do vizinho, estou mesmo a falar da chuva.


Há uns tempos mandaram-me este e-mail:




"Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida nos despenteie. Por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade. O mundo é louco, definitivamente louco. O que é bom, engorda. O que é lindo, é caro. O sol que ilumina o rosto, enruga. E o que é realmente bom nesta vida despenteia. Fazer amor despenteia. Rir às gargalhadas despenteia. Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia. Tirar a roupa, despenteia. Beijar a pessoa amada, despenteia. Brincar, despenteia. Cantar até ficar sem ar, despenteia. Dançar até duvidar se foi boa ideia calçar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa o cabelo irreconhecível. Assim, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo despenteado. Mas podem ter a certeza que estarei a passar pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: Vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha-russa, do que aquela que decide não subir. Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora. O aviso das páginas amarelas deste mundo exige boa presença: Penteia o cabelo, põe, tira, compra, corre, emagrece, come coisas saudáveis, caminha direita, fica séria... talvez até devesse seguir as instruções, mas quando é que me vão deixar livre para ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita? A pessoa mais bonita que posso ser! A única coisa que realmente importa é que ao olhar-me no espelho, veja a mulher que devo ser. Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres: Entrega-te, come coisas boas, beija, abraça, dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta, deita-te tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável, admira a paisagem, aproveita e, acima de tudo, deixa a vida despentear-te! O pior que pode acontecer é que, rindo em frente ao espelho, precises de pentear-te de novo!"




Finalmente consigo perceber porque é que, ao fim do dia, quando entro no elevador ansiosa por entrar em casa, o meu cabelo está sempre "fora do sítio".

Shopaholic


Mas porque é que hei-de ter tanta coisa para fazer quando a vontade não é nenhuma e, mesmo com a chuva que cai lá fora, a única coisa que me apetecia agora era uma bela de uma tarde de compras?


(Conhecem melhor terapia que esta? Eu não.)

não vejo a hora de poder dormir até me apetecer. se algum dia forem a passar na minha rua e vos cair um despertador em cima, já sabem, é o meu. muito provavelmente mandei-o dar uma curva.






(se o meu despertador não fosse o meu telemóvel, já o telejornal da tvi tinha feito uma reportagem sobre um despertador voador que atingira algumas pessoas que caminhavam apressadamente em certa e determinada rua de Lisboa)

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009



hoje fez-me falta alguém que animasse o meu dia cinzento. alguém que me desse um abraço, mimos e colo. alguém que me levasse ao cinema ou que trouxesse um filme para vermos no sofá. alguem que me oferecesse chocolates, que cantasse para mim e que me fizesse rir. alguém que me fizesse um ataque de cocegas ou uma guerra de almofadas. alguém que me desse a mão, que me desse um ombro e que servisse de encosto. alguém que inventasse um jogo, que me contasse histórias e que me fizesse sentir como uma criança que recebe um brinquedo novo. alguém que me fizesse gritar, cantar, dançar e pular de alegria. hoje fizeste-me falta.

U2



e parece que os U2 confirmaram o segundo concerto, em Coimbra, dia 3 de Outubro de 2010. alguém me quer oferecer um bilhete?

que dia agradável


primeiro pensamento do dia: "o céu vai-me cair em cima"


digamos que o que eu estava mesmo a precisar hoje era de acordar, abrir a janela e deparar-me com uma chuva torrencial, já para não falar das duas tentativas para ganhar coragem de abrir a porta e sair do prédio, enfrentando o rio que passava na minha rua e tentando chegar ao metro o mais rápido possivel. conclusão: água dentro dos sapatinhos, cabelo a pingar, livros ensopados, casaco molhado e uma boa quantidade de água dentro da mala. nada de preocupante, não estivesse eu extremamente deprimida.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Contagem Decrescente


Parece que depois de um grande fim-de-semana de papo para o ar na praia sem fazer rigorosamente n-a-d-a (até me sinto mal pelo simples facto de dominar a arte-do-nada-fazer-e-do-não-fazer-nada em plena época de exames) parece que alguém resolveu achar que estava na hora de fazer a minha pessoa descer à realidade e agir como quem ainda tem quatro exames para fazer. Como tal, tenho muito que estudar e muito pouca vontade. A minha adorada mãezinha, hoje ao almoço, fez questão de frisar que tenho um exame na sexta e outro no sabado e que só tenho quatro dias para estudar para os dois. Lembrou-me também que segunda-feira logo de manhãzinha tenho outro desses malditos exames e que, finalmente, na quinta-feira tenho o último. Entretanto dou por mim a fazer a contagem decrescente e a rezar para que dia 23 chegue depressa. Faltam exactamente 4 exames e 10 dias para as minhas tão merecidas férias. E, a partir do minuto em que declarar férias oficiais, ninguém me pára. Tenho dito.

(entretanto perdi cerca de 36 minutos do meu precioso estudo a pensar no que havia de escrever aqui e ainda consegui escrever esta treta de post -.-)

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009


"Vai à luta, mesmo que tropeces ou te magoes. Se não arriscares nunca saberás. Amanhã nada te garante que o teu sopro de vida não acabará. Sai de casa, bebe um shot, diz aos teus melhores amigos que os adoras, diz aquele que te completa o quanto o amas, agradece aos teus pais, bate palmas e salta. Estás viva!"

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009


- É isso que tu queres?
- Isto não é acerca do que eu quero, é acerca do que tu queres.
- O que eu quero depende do que tu queres.
- Eu não sei o que é que quero.
- Então isso já é uma resposta, não é?
- Como é que pode ser uma resposta? Tu sabes o que é que queres? Porque se sabes o que é que queres, então diz-me e começamos a partir daí. - faz uma pausa - Sabes o que é que queres?
- Não.
- Estás a ver? Então nenhum de nós sabe o que é que quer. Portanto se conseguimos perceber o que é que nós não queremos, então o resto será...
- O que nós queremos.
- Sim, o que nós queremos.
- Então o que é que nós não queremos? O que é que tu não queres?
- Isto não é acerca do que eu não quero, isto é acerca do que tu não queres.
- O que eu não quero depende do que tu não queres.
- Eu não sei o que é que eu não quero.


(a estupidez disto não nos passa ao lado.)

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009


"A vida é uma longa viagem, nunca sabemos até onde nos leva nem quando acaba, e a minha tem sido cheia de sonhos e de bons momentos. Um desses momentos foi contigo, quando atravessavas a cidade para me dar um abraço, quando abrias o teu coração e me contavas todas as asneiras que fazias, quando chegavas ao final da tarde e me fazias rir, quando ficavas deitado ao meu lado a apanhar sol e a suspirar pelo meu corpo.
Nunca houve mentiras, faltas, dúvidas, silêncios, mal-entendidos. Nunca perdemos a cabeça nem enganámos ninguém. Nunca nós zangámos nem perdemos a confiança um no outro. E nunca nos quisemos usar, como tantos homens e tantas mulheres fazem. Nós encontrámo-nos num mundo em que toda a gente anda aos encontrões. Já pensaste o quanto isso vale?
Vou-te contar um segredo, meu Pirata em terra. Tu não és O Homem da Minha Vida. Mas a simples idéia de pensar que podias sê-lo dá-me força e alento para voltar outra vez e sonhar que ele anda por aí à minha procura, mesmo sem saber que eu sou A Mulher da Vida Dele. Ninguém é feliz sem sonhos e tu trouxeste-mos de volta, embrulhados em papel azul. Agora são meus, posso fazer deles o que quiser."



(Margarida Rebelo Pinto, in Vou Contar-te um Segredo)


mas haverá melhor terapia para uma mulher do que chegar a casa carregada de sacos depois de uma manhã de compras pelas ruas da Baixa?

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009



Só uma mulher sabe o que é: passar a vida inteira a lutar contra o seu próprio cabelo. comprar uma camisola que não combina com nada, mas que pelo preço estava irresistivel. saber de cor quem se casou, quem se separou e quem deixou a carreira. ter uma mala que parece o necessaire da avó do 007, de tantas coisas acumuladas e incríveis que existem dentro dela. falar de intimidades que os homens nem sequer imaginam. ser tratada como uma idiota pelos mecânicos de uma oficina. fingir naturalidade durante um exame ginecológico. Só uma mulher sabe o que é o poder de uns jeans ou de uma camisola de lycra para sustentar a estrutura do corpo. ter crises conjugais, crises existenciais, crises de identidade e crises de nervos. ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada e mãe do marido. ver uma partida de futebol, só para fazer companhia ao namorado. lavar as cuecas no chuveiro, e depois pendurar no toalheiro (para horror do sexo masculino). comer uma caixa inteira de bombons porque brigou com o namorado, passar mal, e sentir-se destruida por ter estragado a dieta. ouvir que 'mulher ao volante é um perigo constante'. depilar as pernas em cada 15 dias, com cera. Só uma mulher sabe o que é sentir os collants romperem-se à entrada de uma festa. sentir-se pronta para conquistar o mundo quando está a usar um batom novo. sentir-se realmente infeliz porque não tem uma roupa perfeita para sair (embora tenha o armário repleto!). chorar no banho, olhando-se no espelho para ver qual é o melhor ângulo. descobrir que a sua relação e o mundo acabaram, e depois descobrir que não era nada mais que a síndrome pré-menstrual. colocar uma cinta apertada para disfarçar a barriga. dançar, cantar e caminhar no sétimo céu só porque 'ele' ligou ou escreveu. chatear-se só para depois fazer as pazes. dizer 'não', para que ele insista bastante, e depois, então, dizer 'sim'. ficar à espera do marido na cama enquanto ele está a jogar computador. Só uma mulher sabe o milagroso poder curativo de um beijo, de um gesto e de uma palavra doce. Só uma mulher sabe ser santa, filósofa, mestra, médica, psicóloga, redentora, administradora, cozinheira, organizadora, juíza, etc, antes de começar a pensar nela mesma. Só uma mulher sabe o que é chorar extasiada de felicidade e rir tomada de fúria. Enfim, só uma mulher sabe o que é ser mulher!

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Estou extremamente revoltada. Está um dia lindo lá fora, só queria estar na praia, mas não, estou enfiada em casa a estudar. Ou a fingir que estudo. Porque acabo por não fazer nem uma coisa, nem outra. Não vou à praia porque tenho que estudar, mas não estudo porque passo o dia sentada em frente ao computador a pensar que tenho que estudar. Eu, realmente, sou mesmo boa a gerir o meu tempo: uma parte do dia a dormir, outra parte a pensar que devia estudar, outra parte a rogar pragas a tudo e a todos por não poder estar de férias. Mas quem foi a alminha que disse que vida de estudante universitário era fácil? Quem disse que "ah e tal, chegas à faculdade e não fazes nada, é só festas e saídas e tens uma 'granda' vida"? Cada vez discordo mais e mais com estas teorias. Não sei quem é que consegue fazer alguma cadeira e ter essa 'granda' vida ao mesmo tempo. Mas tenho que parar de me queixar, também tenho plena consciência que quando acabar o curso (por este andar, daqui a uns 50 anos) vou ter imensas saudades da vida de estudante... afinal, dizem que são os melhores tempos. Com isto tudo consegui perder AINDA mais tempo e os livros (que não são poucos) continuam ali fechados e a olhar para mim com ar de quem planeia estragar-me os próximos dias e acabar definitivamente com a minha vida social. Aiiii, e ainda dizem que a vida está boa é para os jovens...
Ela: Amo-te.
(Silêncio.)
Ele: Porquê?
Ela: És difícil. Temperamental, cínico, amargo, gordo, decadente, mimado. Passas o dia na cama, vês televisão à noite, arrastas-te pela casa com o sono nos olhos e não tens um pensamento por ninguém. Sofres. Eu adoro-te.
Ele: Não é muito lógico.
Ela: O amor não é lógico.
(Olham fixamente um para o outro.)
Ela: Estou apaixonada por ti.
Ele: Porquê?
Ela: Perturbas-me.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Somos o avesso um do outro. Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente. Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade; quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres, esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir. Somos avessos um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz(...)
às vezes tenho vontade de mandar tudo ao ar. de deitar tudo a perder. de esvaziar os bolsos todos de todas as coisas que conquistei. às vezes acho que a vida que levo é a vida que criei. e depois, volta e meia, apareces tu. sais dos meus sonhos. sem pedir. entras e sais. achas que a minha alma é tua? fazes do meu corpo teu palco. e cantas…fazes de conta que sempre estiveste aqui. fazes de conta que ainda vens a tempo de cumprir todas as promessas que eu já esqueci. fazes de conta que és meu (e eu tantas vezes, estúpida, acredito). fazes de conta que não vais embora. mesmo quando já me viraste as costas. fazes de conta que a culpa é minha. sempre minha. que fui eu que não te soube amar (só não sabe amar quem pelo menos ama). fazes de conta que a razão é tua. sempre tua. só tua. quando sais a fingir que ficas deixas sempre para trás qualquer coisa para voltares. e voltas sempre.fazes de conta que voltas. às vezes, quando em noites frias sinto o calor da tua mão, por baixo de uma mesa de café qualquer, sinto vontade de fazer de conta que sou tua. de fazer de conta que não tenho vida. que não inventei uma outra história para mim onde tu não entras. tenho vontade de fazer de conta que deito tudo a perder para fazer de conta que fico contigo para sempre. às vezes… às vezes canso-me do faz de conta que é a minha vida e apetece-me acreditar em tudo aquilo que tu fazes de conta que é real. como podemos andar tão trocados? como nos podemos enganar tanto? como nos perdemos?e fazemos de conta que não nos queremos. fazemos de conta que temos uma vida normal, que somos felizes. fazemos de conta que… fazemos de conta que vivemos. no dia que fizeres de conta que vais partir para sempre, eu vou fazer de conta que não me vou importar… e todas as lágrimas que vires, faz de conta que são de quem não as sabe mais guardar.já não sei mais fazer de conta que sou aquilo que não quero ser. morri no dia em que fiz de conta que não te queria mais.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

ainda estou para saber porque é que hoje passei a tarde à beira da piscina a torrar ao sol e continuo branca até dizer chega, não há direito :(
Apesar do frio e do tom acinzentado do céu, as nuvens tinham desaparecido e o mar encontrava-se extraordinariamente calmo. Era um daqueles dias em que ele a desafiaria para um longo passeio pela margem, olhando o mar e os pássaros, naquilo que chamava de saber gastar o tempo. Quis pegá-lo pela mão e trazê-lo à rua, acariciar a pele do seu rosto e olhá-lo bem nos olhos. Quis gastar tempo com ele. Quis sentir o toque da sua pele, a vibração produzida pela sua voz que sentia sempre que encostava a cabeça no seu peito, o cheiro do seu pescoço e a maciez dos seus lábios. Quis olhá-lo. Quis gastar tempo com ele. Quis senti-lo. Quis gastar tempo com ele. Quis amá-lo. Quis gastar tempo com ele. Chamou o seu nome. Chamou-o na esperança de que nada tivesse acontecido e que ele abrisse a porta do quarto, onde o esperava com o cabelo despenteado, vestindo uma das suas t-shirts. Gritou o seu nome uma e outra vez, sempre mais alto, cada vez mais alto, chamou e voltou a chamá-lo. Mas ele não apareceu. Nunca mais voltaria a aparecer.Quis escrever-lhe uma carta, dizer-lhe o quanto a magoara tê-lo perdido, quanta falta ele fazia. Tinha de haver uma maneira de chegar até ele, de voltarem a comunicar, de tornar a sentir a sua presença. Recusou-se a aceitar que ele partira.Sentado no meio da sala fria, olhou em volta e não conseguiu sentir diferença alguma. As molduras sobre as mesas mostravam fotografias, felizes e cheias de vida. Nada fazia sentido. Alguns dos seus casacos ainda se encontravam no bengaleiro junto à porta, sobre a mesa da cozinha, a sua caneca preferida aguardava ainda um saco de chá, presa ao frigorifico com um íman, uma fotografia dos dois. A sua presença estava em tudo, embora ao mesmo tempo em nada. O que seria da sua vida sem ele? Levantou-se para ir tomar um duche, despiu as roupas e sentiu a água a ferver que lhe escorria pelo corpo. Debaixo daquele calor húmido, tomou plena consciência do que se passava. Ele não estaria à sua espera com a toalha na mão, não lhe pediria que o amasse e não lhe sussurraria ao ouvido que seria para sempre seu. Afinal, “sempre” não existia, e ele mentira-lhe todas as vezes que dissera que queria envelhecer junto dela. Encostou a testa aos azulejos da parede, passou as mãos com firmeza pela cabeça, puxando com força os próprios cabelos, e chorou. Chorou. Chorou. Chorou. Chorou como se chora quando a vida acaba, quando o mundo passa a ser um local inóspito.